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2008-03-07

Crédito ao consumo 30% mais caro que em Espanha

O Parlamento Europeu aprovou recentemente novas regras sobre o crédito aos consumidores, aplicável a contratos de crédito entre 200 euros e 75 mil euros. Neste âmbito, foram dadas a conhecer as taxas médias de crédito ao consumo na zona euro em 2007 que, se caracterizam por grandes disparidades entre si.

Imagine-se, Portugal é o país com a maior taxa, entre todos os países da zona euro. A taxa em Portugal era, em 2007, de 12,20%, 30% superior a Espanha (9,40%) e quase o dobro da Finlândia (6,30%). O país com a segunda maior taxa era a Grécia com 10,00% (quase 20% inferior à praticada em Portugal).

Filipe Menezes anunciou hoje que, o PSD vai avançar com um inquérito parlamentar aos actos do Governo e das entidades de supervisão do sistema financeiro. Porque não, inquirir o Governo e o Banco de Portugal relativamente a esta matéria? Porque não, exigir a tomada de medidas efectivas que visem assegurar a plena concorrência no mercado do crédito aos consumidores e a consequente diminuição das taxas de juro?

Conhecido o estado de endividamento das famílias portuguesas e o peso das prestações do crédito ao consumo em muitos orçamentos familiares, muitas famílias portuguesas ficariam gratas.

2008-01-30

Novos emigantes, velha emigração

Hoje, no noticiário da SIC, passou uma reportagem com o título "Novos emigrantes". A peça apresenta os "novos emigrantes" portugueses que, segundo a SIC, são já mais de 60 mil: portugueses que emigraram para Espanha, para trabalharem na construção civil, a ganhar o dobro do que ganhariam em Portugal.

Entrevistado pela SIC, um empreiteiro espanhol dizia que já lá tinha tido marroquinos, mas gostava mais dos portugueses. São, segundo ele, mais limpinhos e curiosos...

Ao ver esta reportagem, dei por mim a pensar, triste país este em que, passados 50 anos, os novos emigrantes são exactamente iguais aos velhos emigrantes. Trabalhadores sem qualificações que emigram, agora para Espanha, para trabalhar na construção civil. É um sinal, por demais evidente, do falhanço dos sucessivos governos na educação, na qualificação dos Portugueses e no desenvolvimento de Portugal.

Já agora, apetece perguntar a José Sócrates se é desta forma que vai cumprir a promessa eleitoral de criar 150 mil novos empregos?´Aparentemente, 60 mil já estão. É só uma questão de alargar ao emprego o acordo com Espanha, relativo às maternidades. Fica a sugestão.

2008-01-23

Menezes refém da redução dos impostos

Em entrevista à SIC Notícias, Filipe Menezes anunciou que o PSD iria preparar uma proposta de redução de impostos para ser apresentada daqui a 3 ou 4 meses. Este é o mesmo Filipe Menezes que, faz agora 3 meses, nas directas para a eleição do Presidente do PSD, disse repetidamente que a proposta de Marques Mendes para reduzir os impostos era irresponsável e que Portugal não estava ainda em condições para se avançar com tal medida.

Filipe Menezes tem agora uma dificuldade.

Se avança com a proposta de redução de impostos, estará implicitamente a reconhecer o sucesso da política económica do governo socialista e a demonstrar inconsistência, ao mudar de posição em menos de 6 meses.

Se não avançar, face a decisões recentes de países como os EUA e Alemanha e com o aproximar das legislativas, corre o risco de ver José Sócrates anunciar a redução de impostos.

Nesta matéria, diria a Filipe Menezes: mais vale reconhecer o erro, recuperar a proposta de Marques Mendes e assumir a redução de impostos.